Apresentação MEJ Brasil - 1º Congresso Mundial do MEJ - 2012

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

VONTADE DE DEUS É GUIA DA NOSSA EXISTÊNCIA

Intervenção do Papa no Ângelus


CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos as palavras que o Papa pronunciou ao rezar a oração mariana do Ângelus junto aos peregrinos que lotavam o pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.
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Queridos irmãos e irmãs:
As parábolas evangélicas são breves narrações que Jesus utiliza para anunciar os mistérios do Reino dos céus. Ao usar imagens e situações da vida cotidiana, o Senhor “quer nos mostrar o autêntico fundamento de tudo. Ele nos mostra (…) o Deus que age, que entra nas nossas vidas e que quer nos tomar pela mão” (“Jesus de Nazaré 1”, Bento XVI). Com estas reflexões, o divino Mestre convida a reconhecer, antes de tudo, a primazia de Deus Pai: onde Ele não está, não pode haver nada bom. É uma prioridade decisiva para tudo. Reino dos céus significa precisamente senhorio de Deus e isso quer dizer que sua vontade deve ser assumida como o critério-guia da nossa existência.
O tema contido no Evangelho de domingo é precisamente o Reino dos céus. O “céu” não deve ser entendido somente no sentido dessa altura que está acima de nós, pois este espaço infinito possui também a forma da interioridade do homem. Jesus compara o Reino dos céus com um campo de trigo para dar-nos a entender que dentro de nós foi semeado algo pequeno e escondido que, no entanto, tem uma força vital que não pode ser suprimida. Apesar dos obstáculos, a semente se desenvolverá e o fruto amadurecerá. Este fruto será bom somente se for cultivado o terreno da vida segundo a vontade divina. Por isso, na parábola do joio (Mateus 13, 24-30), Jesus adverte que, depois que o dono semeia, “enquanto todos dormiam”, aparece “seu inimigo”, que semeia o joio. Isso significa que temos de estar preparados para proteger a graça recebida no dia do Batismo, alimentando a fé no Senhor, que impede que o mal crie raízes. Santo Agostinho, comentando esta parábola, observa que “primeiro muitos são joio e depois se convertem em grão bom”. E acrescenta: “Se estes, quando são maus, não fossem tolerados com paciência, não chegariam à louvável transformação” (Quaest. septend. in Ev. sec. Matth., 12, 4: PL 35, 1371).
Queridos amigos, o livro da sabedoria, do qual hoje foi tirada a primeira leitura, sublinha esta dimensão do Ser divino: “Pois não há, além de ti, outro Deus que cuide de todas as coisas (…). Tua força é o princípio da tua justiça, e o teu domínio sobre todos te faz para com todos indulgente” (Sabedoria 12, 13.16). E o salmo 86 confirma isso: “Tu és bom, Senhor, e perdoas, és cheio de misericórdia para com todos que te invocam” (versículo 5.). Portanto, se somos filhos de um Pai tão grande e bom, procuremos parecer-nos com Ele! Este era o objetivo que Jesus buscava com a sua pregação. Ele dizia a quem o escutava: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mateus, 5,48).
Coloquemo-nos com confiança nas mãos de Maria, a quem ontem invocamos como Nossa Senhora do Carmo, para que nos ajude a seguir fielmente Jesus e, dessa maneira, viver como verdadeiros filhos de Deus.
[Tradução: Aline Banchieri.
©Libreria Editrice Vaticana] 

Fonte: http://www.zenit.org/article-28487?l=portuguese (Acesso 17/07/2011 às 21h03)

domingo, 3 de julho de 2011

BENTO XVI: PEDRO E PAULO, “MÃOS” DO EVANGELHO

Intervenção por ocasião do Ângelus


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 30 de junho de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos a intervenção pronunciada por Bento XVI nesta quarta-feira, solenidade dos santos Pedro e Paulo, antes de rezar a oração mariana do Ângelus juntos a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
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Perdão pelo longo atraso. A Missa em honra dos santos Pedro e Paulo foi longa e belíssima. E meditamos também sobre esse magnífico hino da Igreja de Roma, que começa com as palavras “O Roma felix”. Hoje, na solenidade dos santos Pedro e Paulo, padroeiros desta cidade, cantamos assim: “Feliz Roma, porque foste empurpurada pelo precioso sangue destes grandes príncipes. Não pelo teu louvor, mas pelos seus méritos, superas toda beleza!”. Como cantam os hinos da tradição oriental, os dois grandes apóstolos são as “asas” do conhecimento de Deus, que percorreram a terra até seus confins e subiram ao céu; eles são as “mãos” do Evangelho da graça, os “pés” da verdade do anúncio, os “rios” da sabedoria, os “braços” da cruz (cf. MHN, t. 5, 1899, p. 385).
O testemunho de amor e de fidelidade dos santos Pedro e Paulo ilumina os pastores da Igreja, para conduzir os homens à verdade, formando-os na fé em Cristo. São Pedro, em particular, representa a unidade do colégio apostólico. Por este motivo, durante a liturgia celebrada nesta manhã na Basílica Vaticana, impus a 40 arcebispos metropolitanos o pálio, que manifesta a comunhão com o Bispo de Roma na missão de guiar o povo de Deus à salvação. São Irineu, bispo de Lyon no século II, escreveu que, à Igreja de Roma, propter potentiorem principalitatem [por sua peculiar principalidade], devem convergir todas as demais igrejas, isto é, os fiéis que estão em todas as partes, porque nela foi custodiada sempre a tradição que vem dos apóstolos (Adversus haereses, III,3,2).
É a fé professada por Pedro que constitui o fundamento da Igreja: “Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo”, diz o Evangelho de Mateus (16, 16). O primado de Pedro é uma predileção divina, como é também a vocação sacerdotal: “porque isso não te foi revelado pela carne nem pelo sangue – diz Jesus –, mas pelo meu Pai que está nos céus” (Mt 16, 17). Assim acontece com quem decide responder ao chamado de Deus com a totalidade da própria vida. Eu me lembro com muito carinho deste dia, no qual se cumpre meu sexagésimo aniversário de ordenação sacerdotal. Agradeço ao Senhor pelo seu chamado e pelo ministério que me confiou; e agradeço também a todos aqueles que, nesta circunstância, manifestaram-me sua proximidade e seu apoio à minha missão com a oração, que, de todas as comunidades eclesiais, sobe incessantemente até Deus (cf. Atos 12, 5), traduzindo-se em adoração a Cristo Eucaristia, para acrescentar a força e a liberdade de anunciar o Evangelho.
Neste clima, saúdo cordialmente a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presente hoje em Roma, seguindo a significativa tradição, para venerar os santos Pedro e Paulo e compartilhar comigo o auspício da unidade dos cristãos querida pelo Senhor.
Invoquemos com confiança a Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, para que todo batizado se converta cada vez mais em uma “pedra viva” que constrói o Reino de Deus.
[Após rezar o Ângelus, Bento XVI saudou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Saúdo os peregrinos de língua portuguesa, em particular os arcebispos de Angola e do Brasil, a quem hoje impus o Pálio, com os familiares e amigos que os acompanham. À Virgem Maria confio as vossas vidas, famílias e dioceses, para todos implorando o precioso dom do amor e da unidade sobre a rocha de Pedro, ao dar-vos a bênção apostólica.
[Tradução: Aline Banchieri.
©Libreria Editrice Vaticana]

Fonte: http://www.zenit.org/article-28347?l=portuguese (Acesso 03/07/2011 às 12h44)

sábado, 25 de junho de 2011

CATEQUESE DO PAPA: APRENDENDO A ORAR COM OS SALMOS

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos para a audiência geral.

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Queridos irmãos e irmãs:
Nas catequeses anteriores, vimos algumas figuras do Antigo Testamento, particularmente significativas, em nossa reflexão sobre a oração. Falei sobre Abraão, que intercede pelas cidades estrangeiras; sobre Jacó, que, na luta noturna, recebe a bênção; sobre Moisés, que invoca o perdão sobre o povo; e sobre Elias, que reza pela conversão de Israel. Com a catequese de hoje, eu gostaria de iniciar uma nova etapa do caminho: ao invés de comentar episódios particulares de personagens em oração, entraremos no “livro da oração” por excelência, o Livro dos Salmos. Nas próximas catequeses, leremos e meditaremos alguns dos salmos mais belos e mais apreciados pela tradição orante da Igreja. Hoje, eu gostaria de introduzir esta etapa falando do Livro dos Salmos em seu conjunto.
O Saltério se apresenta como um “formulário”de orações, uma seleção de 150 salmos que a tradição bíblica oferece ao povo dos crentes para que se converta em sua (nossa) oração, nosso modo de dirigir-nos a Deus e de relacionar-nos com Ele. Neste livro, encontra expressão toda a experiência humana, com suas múltiplas facetas, e todo o leque dos sentimentos que acompanham a existência do homem. Nos Salmos, entrelaçam-se e se exprimem alegria e sofrimento, desejo de Deus e percepção da própria indignidade, felicidade e sentido de abandono, confiança em Deus e dolorosa solidão, plenitude de vida e medo de morrer. Toda a realidade do crente conflui nestas orações, que o povo de Israel primeiro e a Igreja depois assumiram como meditação privilegiada da relação com o único Deus e resposta adequada em sua revelação na história. Quanto à oração, os salmos são a manifestação do ânimo e da fé, nos quais se pode reconhecer e nos quais se comunica esta experiência de particular proximidade de Deus, à qual todos os homens estão chamados. E é toda a complexidade da existência humana que se concentra na complexidade das diversas formas literárias dos diferentes salmos: hinos, lamentações, súplicas individuais e coletivas, cantos de agradecimento, salmos penitenciais e outros gêneros que podem ser encontrados nestas composições poéticas.
Apesar desta multiplicidade expressiva, podem estar identificados dois grandes âmbitos que sintetizam a oração do Saltério: a súplica, conectada com o lamento, e o louvor, duas dimensões correlacionadas e quase inseparáveis. Porque a súplica está motivada pela certeza de que Deus responderá, e este gesto abre ao louvor e à ação de graças; e o louvor e o agradecimento surgem da experiência de uma salvação recebida, que supõe uma necessidade de ajuda que a súplica expressa. Na súplica, o salmista se lamenta e descreve sua situação de angústia, de perigo, de desolação ou, como nos salmos penitenciais, confessa a culpa, o pecado, pedindo para ser perdoado.
Ele expõe ao Senhor seu estado de necessidade, na certeza de ser escutado, e isso implica um reconhecimento de Deus como bom, desejoso do bem e “amante da vida” (cf. Sb 11, 26), preparado para ajudar, salvar, perdoar. Assim, por exemplo, reza o salmista no salmo 31: “Em ti, Senhor, me refugiei, jamais eu fique desiludido. (…) Livra-me do laço que me armaram, porque és minha força” (v. 2.5). Já no lamento, portanto, pode surgir algo do louvor, que se preanuncia na esperança da intervenção divina e se torna depois explícito quando a salvação divina se converte em realidade. De modo análogo, nos salmos de agradecimento e de louvor, recordando o dom recebido ou contemplando a grandeza da misericórdia de Deus, reconhece-se também a própria pequenez e a necessidade de ser salvos, o que é a base da súplica. Assim, confessa-se a Deus a própria condição de criatura inevitavelmente marcada pela morte, ainda que portadora de um desejo radical de vida. Por isso, o salmista exclama, no salmo 86: “Eu te darei graças, Senhor, meu Deus, de todo o coração, e darei glória a teu nome sempre, porque é grande para comigo o teu amor; do profundo dos infernos me tiraste” (v.12-13). De tal modo, na oração dos salmos, a súplica e o louvor se entrelaçam e se fundem em um único canto que celebra a graça eterna do Senhor que se inclina diante da nossa fragilidade. Exatamente para permitir ao povo dos crentes que se unam neste canto, o Livro dos Salmos foi dado a Israel e à Igreja. Os salmos, de fato, ensinam a rezar. Neles, a Palavra de Deus se converte em palavra de oração – e são as palavras do salmista inspirado –, que se torna também palavra do orante que reza os salmos. É esta a beleza e a particularidade deste livro bíblico: as orações contidas nele, ao contrário de outras orações que encontramos na Sagrada Escritura, não se inserem em uma trama narrativa que especifica o sentido e a função. Os salmos são oferecidos ao crente como texto de oração, que tem como único fim o de converter-se na oração de quem o sassume e com eles se dirige a Deus. Porque são Palavra de Deus, quem reza os salmos fala a Deus com as mesmas palavras que Deus nos deu; dirige-se a Ele com as palavras que Ele mesmo nos dá. Assim, rezando os salmos, aprendemos a rezar. Eles são uma escola de oração.
Algo análogo acontece quando a criança começa a falar: aprende a expressar suas próprias sensações, emoções, necessidades, com palavras que não lhe pertencem de modo inato, mas que aprende dos seus pais e dos que vivem com ela. O que a criança quer expressar é sua própria vivência, mas o meio expressivo é de outros; e ela, pouco a pouco, se apropria desse meio; as palavras recebidas dos seus pais se tornam suas palavras e, através das palavras, aprende também uma forma de pensar e de sentir, acede a um mundo inteiro de conceitos e cresce com eles, relaciona-se com a realidade, com os homens e com Deus. A língua dos seus pais finalmente se converte em sua língua; fala com palavras recebidas de outros que, nesse momento, se converteram em suas palavras. Assim acontece com a oração dos salmos. Eles nos são dados para que aprendamos a dirigir-nos a Deus, a comunicar-nos com Ele, a falar-lhe de nós com as suas palavras, a encontrar uma linguagem para o encontro com Deus. E, por meio dessas palavras, será possível também conhecer e acolher os critérios da sua atuação, aproximar-se do mistério dos seus pensamentos e dos seus caminhos (cf. Is 55,8-9) e, assim, crescer cada vez mais na fé e no amor. Como nossas palavras não são somente palavras, mas nos ensinam um mundo real e conceptual, assim também estas orações nos mostram o coração de Deus, razão pela qual não só podemos falar com Deus, senão que podemos aprender quem é Deus e, aprendendo a falar com Ele, aprendemos a ser homens, a ser nós mesmos.
Para este propósito, parece significativo o título que a tradução hebraica deu ao Saltério. Este éTehillîm, um termo que quer dizer “louvor”; dessa raiz verbal vem a expressão “Halleluyah”, ou seja, literalmente “Louvai o Senhor”. Este livro de orações, portanto, ainda que seja multiforme e complexo, com seus diversos gêneros literários e com suas articulações entre louvor e súplica, é um livro de louvor, que nos ensina a agradecer, a celebrar a grandeza do dom de Deus, a reconhecer a beleza das suas obras e a glorificar seu Nome Santo. É esta a resposta mais adequada diante da manifestação do Senhor e da experiência da sua bondade. Ensinando-nos a rezar, os salmos nos ensinam que, também na desolação, na dor, a presença de Deus permanece, é fonte de maravilha e de consolo; podemos chorar, suplicar, interceder, lamentar-nos, mas com a consciência de que estamos caminhando rumo à luz, onde o louvor poderá ser definitivo. Como nos ensina o salmo 36: “Em ti está a fonte da vida e à tua luz vemos a luz” (Sl 36,10). Mas, além deste título geral do livro, a tradição hebraica colocou em muitos salmos títulos específicos, atribuindo-os, em sua maioria, ao rei Davi. Figura de notável espessor humano e teológico, Davi é um personagem complexo, que atravessou as mais diversas experiências fundamentais da vida. Jovem pastor do rebanho paterno, passando por alternadas e às vezes dramáticas experiências, ele se converte em rei de Israel, pastor do povo de Deus. Homem de paz, combateu muitas guerras; incansável e tenaz buscador de Deus, traiu o amor e isso é uma característica sua: sempre foi um buscador de Deus, ainda que tenha pecado gravemente muitas vezes; humilde e penitente, acolheu o perdão divino, também o castigo divino, e aceitou um destino marcado pela dor. Davi foi um rei – com todas as suas fraquezas – “segundo o coração de Deus” (cf. 1 Sam 13,14), ou seja, um orante apaixonado, um homem que sabia o que quer dizer suplicar e louvar. A relação dos salmos com este insigne rei de Israel é, portanto, importante, porque ele é uma figura messiânica, ungido pelo Senhor, alguém que, de alguma forma, antecipou o mistério de Cristo.
Igualmente importantes e significativos são a forma e a frequência com que as palavras dos salmos são retomadas no Novo Testamento, assumindo e destacando o valor profético sugerido pela relação do Saltério com a figura messiânica de Davi. No Senhor Jesus, que em sua vida terrena rezou com os salmos, eles encontram seu definitivo cumprimento e revelam seu sentido mais profundo e pleno. As orações do Saltério, com as quais se fala a Deus, nos falam d'Ele, nos falam do Filho, imagem do Deus invisível (Col 1,15), que nos revela completamente o rosto do Pai. O cristão, portanto, rezando os salmos, reza ao Pai em Cristo, assumindo estes cantos em uma perspectiva nova, que tem no mistério pascal sua última chave interpretativa. O horizonte do orante se abre, assim, a realidades inesperadas, todo salmo tem uma luz nova em Cristo e o Saltério pode brilhar em toda a sua infinita riqueza.
Irmãos e irmãs queridíssimos, tenhamos este livro santo nas mãos; deixemo-nos ensinar por Deus para dirigir-nos a Ele; façamos do Saltério um guia que nos ajude e nos acompanhe cotidianamente no caminho da oração. E peçamos, também nós, como discípulos de Jesus: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1), abrindo o coração e acolhendo a oração do Mestre, em quem todas as orações chegam à sua plenitude. Assim, sendo filhos no Filho, poderemos falar a Deus chamando-o de “Pai nosso”.
Obrigado.
[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:] 
Queridos irmãos e irmãs:Hoje iniciamos uma nova etapa no percurso das catequeses sobre a oração, ao entrar no “livro de oração” por excelência: o livro dos Salmos. Composto por cento e cinqüenta salmos, segundo diversas formas literárias, o Saltério se apresenta como uma manifestação das múltiplas experiências humanas que se fazem oração. E, dentre essas formas expressivas, há dois âmbitos que sintetizam toda a oração do saltério: a súplica e o louvor. Trata-se de duas dimensões correlacionadas e inseparáveis, pois toda a súplica é animada pela certeza de que Deus responderá, abrindo-se assim ao louvor; por sua vez o louvor brota da experiência da salvação recebida, que supõe a necessidade de ajuda, expressa pela súplica. Desta forma, os salmos ensinam a rezar, de modo análogo ao que acontece com a criança que aprende a falar, assimilando a língua de seus pais para poder expressar as suas sensações e emoções. Nos salmos, a própria Palavra de Deus se torna palavra de oração. Por fim, é com Jesus que os salmos encontram o seu cumprimento definitivo e o seu sentido mais pleno e profundo. De fato, o cristão recitando os salmos, reza ao Pai em Cristo e com Cristo.
Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular os brasileiros de Curitiba e os jovens portugueses que se organizaram sob o lema “Eu acredito” para unir seus coetâneos à volta do Sucessor de Pedro. Continuai a fazer da oração um meio para crescerdes nesta união. Cada dia, pedi a Jesus como os seus primeiros discípulos: “Senhor, ensinai-nos a rezar”! Que Deus vos abençoe!
[Tradução: Aline Banchieri.
© Libreria Editrice Vaticana]

Fonte: http://www.zenit.org/article-28290?l=portuguese (Acesso 24/06/2011 às 23h47)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Homilia do Papa na solenidade do Corpo do Senhor

ROMA, sexta-feira, 24 de junho de 2011 (ZENIT.org) - “O Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas das cidades e dos povoados para manifestar que Cristo ressuscitado caminha no meio de nós e nos guia rumo ao Reino dos Céus”: esta foi a reflexão do Papa ontem, em sua homilia da Missa de Corpus Christi.
O Pontífice presidiu nesta quinta-feira à tarde, na basílica romana de São João de Latrão, a Missa por ocasião da festa do Corpus Christi, recordando em sua homilia que esta solenidade “é inseparável da Quinta-Feira Santa, da Missa da Ceia do Senhor, na qual celebramos solenemente a instituição da Eucaristia”.
“Enquanto na noite da Quinta-Feira Santa se revive o mistério de Cristo que se oferece a nós no pão partido e no vinho derramado, hoje, na celebração do Corpus Domini, este mistério se oferece à adoração e à meditação do Povo de Deus, e o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas das cidades e dos povoados para manifestar que Cristo ressuscitado caminha no meio de nós e nos guia rumo ao Reino dos Céus.”
“O que Jesus nos deu na intimidade do Cenáculo, hoje nós manifestamos abertamente, porque o amor de Cristo não está reservado a alguns poucos, mas destinado a todos”, acrescentou.
O Papa quis retomar o que afirmou na Missa da Ceia do Senhor da última Quinta-Feira Santa, quando sublinhou que, na Eucaristia, acontece a transformação dos dons desta terra – pão e vinho –, dirigida a transformar a vida e o mundo.
“Tudo parte, poderíamos dizer, do coração de Cristo que, na Última Ceia, na véspera da sua paixão, agradeceu e louvou Deus e, dessa maneira, com a potência o seu amor, transformou o sentido da morte que enfrentaria”, disse.
O Santo Padre observou que “é muito bela e eloquente a expressão 'receber a comunhão' referida ao fato de comer o Pão Eucarístico”, porque, “quando realizamos este ato, entramos em comunhão com a própria vida de Jesus, no dinamismo desta vida que se dá a nós e por nós”.
No caso da Eucaristia, não somos nós que assimilamos o Pão que nos é dado, mas este “nos assimila e, assim, nós nos tornamos conformes a Jesus Cristo, membros do seu Corpo, uma só coisa com Ele”.
“Não há nada de mágico no cristianismo. Não há atalhos, mas tudo passa através da lógica humilde e paciente da semente que se parte para dar a vida, a lógica da fé que move as montanhas com o suave poder de Deus.”
Daí procede, sublinhou o Papa, “nossa especial responsabilidade de cristãos na construção de uma sociedade solidária, justa e fraterna”, ressaltando que os santos comprometidos no social foram grandes “almas eucarísticas”.
“Especialmente na nossa época, em que a globalização nos torna, cada vez mais, dependentes uns dos outros, o Cristianismo pode e deve fazer que esta unidade não seja construída sem Deus, isto é, sem o verdadeiro amor, o que daria lugar à confusão, ao individualismo e à opressão de todos contra todos.”
O Papa encerrou sua homilia dirigindo-se a Jesus e agradecendo-lhe pela sua fidelidade. E pediu: “Alimenta-nos, defende-nos, leva-nos aos bens eternos, na terra dos viventes!”.

Fonte: http://www.zenit.org/article-28311?l=portuguese (Acesso 24/06/2011 às 23h43)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

CATEQUESE DO PAPA: A ORAÇÃO DE ELIAS E O FOGO DE DEUS


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 15 de junho de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral.
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Queridos irmãos e irmãs:
Na história religiosa do antigo Israel, os profetas tiveram grande relevância, com seus ensinamentos e sua pregação. Entre eles, surge a figura de Elias, suscitado por Deus para levar o povo à conversão. Seu nome significa “o Senhor é meu Deus” e é de acordo com este nome que se desenvolve toda a sua vida, consagrada inteiramente a provocar no povo o reconhecimento do Senhor como único Deus. De Elias o Eclesiástico diz: “O profeta Elias surgiu como o fogo, e sua palavra queimava como tocha” (Eclo 48,1). Com esta chama, Israel volta a encontrar seu caminho rumo a Deus. Em seu ministério, Elias reza: invoca o Senhor para que devolva a vida ao filho de uma viúva que o havia hospedado (cf. 1Re 17,17-24), grita a Deus seu cansaço e sua angústia, enquanto foge pelo deserto, jurado de morte pela rainha Jezabel (cf. 1Re 19,1-4), mas sobretudo no monte Carmelo, onde se mostra todo o seu poder de intercessor, quando, diante de todo Israel, reza ao Senhor para que se manifeste e converta o coração do povo. É o episódio narrado no capítulo 18 do Primeiro Livro dos Reis, no qual hoje nos deteremos.
Encontramo-nos no reino do Norte, no século IX antes de Cristo, em tempos do rei Ajab, em um momento em que Israel havia se criado uma situação de aberto sincretismo. Junto ao Senhor, o povo adorava Baal, o ídolo tranquilizador de quem se acreditava que vinha o dom da chuva e a quem, por isso, se atribuía o poder de dar fertilidade aos campos e vida aos homens e às bestas. Ainda pretendendo seguir o Senhor, Deus invisível e misterioso, o povo buscava segurança também em um deus compreensível e previsível, de quem acreditava poder obter fecundidade e prosperidade em troca de sacrifícios. Israel estava cedendo à sedução da idolatria, a contínua tentação do crente, figurando-se poder “servir a dois senhores” (cf. Mt 6,24; Lc 16,13) e de facilitar os caminhos inescrutáveis da fé no Onipotente, colocando sua confiança também em um deus impotente feito por homens.
Precisamente para desmascarar a necedade enganosa dessa atitude, Elias reúne o povo de Israel no monte Carmelo e o coloca diante da necessidade de fazer uma escolha: “Se o Senhor é o verdadeiro Deus, segui-o; mas, se é Baal, segui a ele” (1Re 18, 21). E o profeta, portador do amor de Deus, não deixa sua gente sozinha diante desta escolha, mas o ajuda, indicando o sinal que revelará a verdade: tanto ele como os profetas de Baal prepararão um sacrifício e rezarão, e o verdadeiro Deus se manifestará respondendo com o fogo que consumirá a oferenda. Começa assim a confrontação entre o profeta Elias e os seguidores de Baal, que na verdade é entre o Senhor de Israel, Deus de salvação e de vida, e o ídolo mudo e sem consistência, que não pode fazer nada, nem para bem nem para mal (cf. Jr 10,5). E começa também a confrontação entre duas formas completamente diferentes de dirigir-se a Deus e de rezar.
Os profetas de Baal, de fato, gritam, agitam-se, dançam, pulam, entram em um estado de exaltação, chegando a fazer-se incisões no corpo, “com espadas e lanças, até o sangue escorrer” (1Re 18,28). Usam a si mesmos como recurso para interpelar o seu deus, confiando em suas próprias capacidades de provocar sua resposta. Revela-se assim a realidade enganosa do ídolo: este está pensado pelo homem como algo de que se pode dispor, que se pode gestionar com as próprias forças, a que se pode aceder a partir de si mesmos e da própria força vital. A adoração do ídolo, ao invés de abrir o coração humano à Alteridade, a uma relação libertadora que permita sair do espaço estreito do próprio egoísmo para aceder a dimensões de amor e de dom mútuo, fecha a pessoa no círculo exclusivo e desesperador da busca de si mesma. E o engano é tal que, adorando o ídolo, o homem se vê obrigado a ações extremas, na tentativa ilusória de submetê-lo à sua própria vontade. Por isso, os profetas de Baal chegam até a causar-se dano, a retalhar-se, em um gesto dramaticamente irônico: para obter uma resposta, um sinal de vida do seu deus, eles se cobrem de sangue, recobrindo-se simbolicamente de morte.
Muito diferente é a atitude de oração de Elias. Ele pede ao povo que se aproxime, envolvendo-o assim em sua ação e em sua súplica. O objetivo do desafio dirigido por ele aos profetas de Baal era o de voltar a levar a Deus o povo que se havia extraviado seguindo os ídolos; por isso, quer que Israel se una a ele, convertendo-se em partícipe e protagonista da sua oração e do que está acontecendo. Depois, o profeta erige um altar, utilizando, como recita o texto, “doze pedras, segundo o número das doze tribos dos filhos de Jacó, a quem Deus tinha dito: 'Teu nome será Israel'” (v. 31). Essas pedras representam todo Israel e são a memória tangível da história de eleição, de predileção e de salvação de que o povo foi objeto. O gesto litúrgico de Elias tem uma repercussão decisiva; o altar é o lugar sagrado que indica a presença do Senhor, mas essas pedras que o compõem representam o povo, que agora, por mediação do profeta, está colocado simbolicamente diante de Deus, converte-se em “altar”, lugar de oferenda e de sacrifício.
Mas é necessário que o símbolo se converta em realidade, que Israel reconheça o verdadeiro Deus e volte a encontrar sua própria identidade de povo do Senhor. Por isso, Elias pede a Deus que se manifeste, e essas doze pedras, que deveriam recordar a Israel sua verdade, servem também para recordar ao Senhor sua fidelidade, à qual o profeta apela na oração. As palavras da sua invocação são densas em significado e em fé: “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, mostra hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que é por ordem tua que fiz estas coisas. Ouve-me, Senhor, ouve-me, para que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus, e que és tu que convertes o seu coração!” (v. 36-37; cf. Gn 32, 36-37). Elias se dirige ao Senhor chamando-o de Deus dos Pais, fazendo memória implícita, assim, das promessas divinas e da história de eleição e de aliança que uniu indissoluvelmente o Senhor e o seu povo. O envolvimento de Deus na história dos homens é tal, que seu Nome já está inseparavelmente unido ao dos Patriarcas, e o profeta pronuncia esse Nome santo para que Deus recorde e se mostre fiel, mas também para que Israel se sinta chamado pelo seu nome e volte a encontrar sua fidelidade. O título divino pronunciado por Elias parece, de fato, um pouco surpreendente. Ao invés de usar a fórmula habitual, “Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó”, ele utiliza um apelativo menos comum: “Deus de Abraão, de Isaac e de Israel”. A substituição do nome “Jacó” pelo de “Israel” evoca a luta de Jacó no vau de Jaboc, com a mudança de nome a que o narrador faz referência explícita (cf. Gn 32,31) e de que falei em uma das catequeses passadas. Esta substituição adquire um significado a mais dentro da invocação de Elias. O profeta está rezando pelo povo do reino do Norte, que se chamava precisamente Israel, diferente de Judá, que indicava o reino do Sul. E agora, este povo, que parece ter esquecido sua própria origem e sua própria relação privilegiada com o Senhor, sente que o chamam pelo seu nome, enquanto se pronuncia o Nome de Deus, Deus do Patriarca e Deus do Povo: “Senhor, Deus (…) de Israel, mostra hoje que tu és Deus em Israel”.
O povo por quem Elias reza é colocado diante da sua própria verdade e o profeta pede que também a verdade do Senhor se manifeste e que Ele intervenha para converter Israel, afastando-o do engano da idolatria e levando-o, assim, à salvação. Sua petição é que o povo finalmente saiba, conheça em plenitude quem é verdadeiramente seu Deus, e faça a escolha decisiva de seguir somente Ele, o verdadeiro Deus. Porque somente assim Deus é reconhecido pelo que é, Absoluto e Transcendente, sem a possibilidade de colocá-lo junto a outros deuses, que O negariam como absoluto, relativizando-o. Esta é a fé que faz de Israel o povo de Deus; é a fé proclamada no bem conhecido texto do Shema‘ Israel: “Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Dt 6,4-5). Ao absoluto de Deus, o crente deve responder com um amor absoluto, total, que comprometa toda a sua vida, suas forças, seu coração. E é precisamente para o coração do seu povo que o profeta, com sua oração, está implorando conversão: “Que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus, e que és tu que convertes o seu coração” (1Re 18,37). Elias, com sua intercessão, pede a Deus o que o próprio Deus deseja fazer, manifestar-se em toda a sua misericórdia, fiel à sua própria realidade de Senhor da vida que perdoa, converte, transforma.
E isso é o que acontece: “Caiu o fogo do Senhor, que devorou o holocausto, a lenha, as pedras e a poeira, e secou a água que estava no rego. Vendo isto, o povo todo prostrou-se com o rosto em terra, exclamando: “É o Senhor que é Deus, é o Senhor que é Deus!'” (v. 38-39).
O fogo, este elemento ao mesmo tempo necessário e terrível, ligado às manifestações divinas da sarça ardente e do Sinai, agora serve para mostrar o amor de Deus que responde à oração e se revela ao seu povo. Baal, o deus mudo e impotente, não havia respondido às invocações dos seus profetas; o Senhor, no entanto, responde, de forma irrevocável, não só queimando o holocausto, mas inclusive secando toda a água que havia sido derramada ao redor do altar. Israel já não pode duvidar; a misericórdia divina saiu ao encontro da sua fraqueza, das suas dúvidas, da sua falta de fé. Agora, Baal, o ídolo vão, está vencido, e o povo, que parecia perdido, encontrou o caminho da verdade e se reencontrou.
Queridos irmãos e irmãs, o que esta história do passado nos diz? Qual é o presente desta história? Antes de tudo, está em questão a prioridade do primeiro mandamento: adorar somente a Deus. Onde Deus desaparece, o homem cai na escravidão de idolatrias, como mostraram, em nossa época, os regimes totalitários, e como mostram também diversas formas de niilismo, que tornam o homem dependente de ídolos, de idolatrias, o escravizam. Segundo, o objetivo primário da oração é a conversão: o fogo de Deus que transforma nosso coração e nos torna capazes de vê-Lo e, assim, de viver segundo Deus e de viver para o outro. E o terceiro ponto. Os Padres nos dizem que também esta história de um profeta será profética se – afirmam – for sombra do futuro, do futuro Cristo; é um passo no caminho rumo a Cristo. E nos dizem que aqui vemos o verdadeiro fogo de Deus: o amor que guia o Senhor até a cruz, até o dom total de si. A verdadeira adoração de Deus, então, é doar-se a Deus e aos homens, a verdadeira adoração é o amor. E a verdadeira adoração de Deus não destrói, mas renova, transforma. Certamente, o fogo de Deus, o fogo do amor queima, transforma, purifica, mas precisamente assim não destrói, e sim cria a verdade do nosso ser, recria nosso coração. E assim, realmente vivos pela graça do fogo do Espírito Santo, do amor de Deus, somos adoradores em espírito e verdade.
Obrigado!
[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Queridos irmãos e irmãs:
Na história religiosa de Israel, sobressai a figura de Elias, cujo nome significa: “O meu Deus é o Senhor”. E, com o nome concorda a sua vida, toda ela votada a provocar no povo de Israel - que se extraviara atrás dos ídolos – o regresso ao Senhor seu Deus. Um dia reuniu o povo no Monte Carmelo, desafiando-o a escolher entre o Deus verdadeiro e os ídolos. Tanto ele, o profeta do Senhor, como os profetas de Baal vão preparar um sacrifício sem atear o fogo; depois cada um invoca o seu Deus. Aquele dos dois que responder, enviando o fogo para queimar o sacrifício, será o verdadeiro Deus. Elias rezou assim: “Respondei-me, Senhor, para que este povo reconheça que sois o verdadeiro Deus e converteis os seus corações”. Com a sua súplica, pede a Deus aquilo que o próprio Deus deseja fazer: manifestar-Se em toda a sua misericórdia, fiel à própria realidade de Senhor da vida que perdoa e converte. E o Senhor responde, enviando o fogo que consome a vítima do sacrifício. E o povo reencontrou a estrada da verdade, reencontrou-se a si mesmo: “O Senhor é o nosso Deus”.
Amados peregrinos de língua portuguesa, uma saudação amiga de boas-vindas para todos, com menção especial para os fiéis das paróquias de Nossa Senhora da Conceição, em Angola, São Sebastião de Campo Grande, no Brasil, e São Julião da Barra, em Portugal. Possa esta peregrinação ao túmulo dos Apóstolos ajudar-vos na vida a cooperar plenamente com os desígnios de salvação que Deus tem sobre a humanidade. Como estímulo e penhor de graças, dou-vos a minha Bênção.

Fonte: http://www.zenit.org/article-28229?l=portuguese (Acesso 15/06/2011 às 18h58)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

BENTO XVI: ESPÍRITO SANTO É QUEM DÁ VIDA À IGREJA

Papa reconhece tarefa dos doadores de sangue


CIDADE DO VATICANO, domingo, 12 de junho de 2011 (ZENIT.org) – O Espírito Santo é quem guia a Igreja e a torna capaz de cumprir sua missão, afirmou hoje o Papa, ao introduzir a oração do Regina Caeli na Praça de São Pedro.
Citando o beato italiano Antonio Rosmini, o Santo Padre afirmou que, “no dia do Pentecostes dos cristãos, Deus promulgou (…) sua lei de caridade, escrevendo-a por meio do Espírito Santo, não sobre tábuas de pedra, mas no coração dos Apóstolos, comunicando-a depois a toda a Igreja”.
O Espírito Santo, "que é o ‘Senhor da vida’ - como recitamos no Credo -, está unido ao Pai por meio do Filho e completa a revelação da Santíssima Trindade”.
“Provém de Deus como sopro da sua boca e tem o poder de santificar, abolir as divisões, dissolver a confusão devida ao pecado.”
Ele, “incorpóreo e imaterial”, outorga “os bens divinos, sustenta os seres viventes, para que ajam em conformidade com o bem”.
“Como Luz inteligível, dá significado à oração, confere vigor à missão evangelizadora, faz arder os corações de quem escuta a alegre mensagem, inspira a arte cristã e a melodia litúrgica”, acrescentou o Papa.
Este Espírito é quem cria nos cristãos “a fé no momento do nosso Batismo, nos permite viver como filhos de Deus, conscientes e consequentes, segundo a imagem do Filho unigênito”.
Após o Regina Caeli, o Papa quis propor aos presentes o exemplo de um sacerdote alemão, Alois Andritzki, que, com apenas 28 anos de idade, foi executado no campo de concentração de Dachau e que será beatificado amanhã, em Dresde.
Por último, dirigiu-se aos jovens, recordando-lhes que na próxima terça-feira se comemorará o Dia Mundial do Doador de Sangue.
São “milhões de pessoas que contribuem, de forma silenciosa, para ajudar os irmãos em dificuldade. Dirijo a todos os doadores uma cordial saudação e convido os jovens a seguirem seu exemplo”, concluiu.

Fonte: http://www.zenit.org/article-28200?l=portuguese (Acesso 13/06/2011 às 16h32)

sábado, 11 de junho de 2011

PAPA PEDE “REVISÃO TOTAL” DO ENFOQUE SOBRE A NATUREZA

A ecologia humana é “uma necessidade imperativa”, afirma a embaixadores


CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 9 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI reafirmou nesta quinta-feira a “necessidade imperativa” de estabelecer a “ecologia humana”.
Segundo o pontífice, as prioridades políticas e econômicas devem ser “adotar em tudo uma maneira de viver respeitosa com o entorno e apoiar a pesquisa e o uso de energias limpas, que preservem o patrimônio da criação e não sejam perigosas para o homem”.
O Papa dirigiu-se em discurso a seis novos embaixadores que apresentavam suas credenciais no Vaticano hoje, de: Moldávia, Guiné Equatorial, Belize, Síria, Gana e Nova Zelândia.
O Papa falou da ecologia no discurso geral lido aos embaixadores, apesar de ter entregue a cada um deles um discurso específico sobre a realidade dos países representados.
Bento XVI afirmou que é necessário “revisar totalmente nosso enfoque da natureza”. “Esta não é unicamente um espaço a se explorar, ou lúdico. É o lugar de nascimento do homem, sua ‘casa’, por assim dizer. É essencial para nós”.
“A mudança de mentalidade neste âmbito, ainda com as contradições que carrega, deve permitir chegar rapidamente à arte de viver juntos, que respeite a aliança entre o homem e a natureza, sem a qual a família humana corre o risco de desaparecer.”
“Deve ser realizada, portanto, uma reflexão séria e devem ser propostas soluções precisas e viáveis. O conjunto dos governantes deve se comprometer a proteger a natureza e a ajudar a que desempenhe sua função essencial na sobrevivência da humanidade.”
O Papa indicou a ONU como “o marco adequado desta reflexão, que não deverá se obstaculizar por interesses políticos e econômicos cegamente partidários, para dar prioridade à solidariedade sobre o interesse particular”.
Bento XVI falou ainda sobre o “justo lugar da técnica” na atividade humana.
“A base do dinamismo do progresso corresponde ao homem que trabalha e não à tecnologia, que não é mais que uma criação humana.” 
Apostar tudo na técnica e na tecnologia, ou acreditar que são o único agente do progresso ou da felicidade, implica uma “coisificação do homem, que conduz à cegueira e à miséria”.
“A técnica que domina o homem o priva da sua humanidade. O orgulho que gera faz nascer em nossas sociedades um economicismo intratável e certo hedonismo que determina os comportamentos.” 
Segundo o Papa, o enfraquecimento da primazia do humano traz consigo uma confusão existencial e uma perda do sentido da vida.
“Porque a visão do homem e das coisas sem referência à transcendência desarraiga o homem da terra e, mais fundamentalmente, empobrece a própria identidade.”
“É, portanto, urgente chegar a conjugar a técnica com uma forte dimensão ética”, disse.
“A técnica deve ajudar a natureza a prosperar na linha querida pelo Criador. Trabalhando assim, o pesquisador e o cientista aderem ao desígnio de Deus, que quis que o homem seja o cume e o gestor da criação.“
“As soluções baseadas neste fundamento protegerão a vida do homem e sua vulnerabilidade, assim como os direitos das gerações presentes e as vindouras. E a humanidade poderá continuar beneficiando-se do progresso que o homem, pela sua inteligência, consegue realizar”, afirmou o Papa.
Bento XVI pediu que todos trabalhem na promoção de um humanismo respeitoso da dimensão espiritual e religiosa do homem.
“Porque a dignidade da pessoa humana não varia com a flutuação das opiniões. Respeitar sua aspiração à justiça e à paz permite a construção de uma sociedade que promove a si mesma, quando apoia a família ou rejeita, por exemplo, a primazia exclusiva das finanças”, disse.

Fonte: http://www.zenit.org/article-28182?l=portuguese (Acesso 11/06/2011 às 00h02)

sábado, 4 de junho de 2011

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI
PARA O 45º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
 
Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital
5 de Junho de 2011

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar algumas reflexões, motivadas por um fenómeno característico do nosso tempo: a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando cada vez mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças culturais e sociais. As novas tecnologias estão a mudar não só o modo de comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir informações e conhecimentos, está a nascer uma nova maneira de aprender e pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir comunhão.

Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da redeinternet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano.

No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é partilhado no âmbito de intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação digital: a parcialidade da interacção, a tendência a comunicar só algumas partes do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da auto-imagem que pode favorecer o narcisismo.

Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento cada vez maior no público areópago digital dos chamadossocial network, leva a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou expor-se excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de «amizades», confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fiéis a si mesmos, sem ceder à ilusão de construir artificialmente o próprio «perfil» público.

As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos possíveis riscos. Quem é o meu «próximo» neste novo mundo? Existe o perigo de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e absorvida por um mundo «diferente» daquele onde vivemos? Temos tempo para reflectir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer que o contacto virtual não pode nem deve substituir o contacto humano directo com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida.

Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias dos social network mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. Comunicar o Evangelho através dos novos midiasignifica não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 15).

O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua «popularidade» ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez «mitigando-a». Deve tornar-se alimento quotidiano e não atracção de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objecto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé!

Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e move a consciência; uma forma que recorda o estilo de Jesus ressuscitado quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com delicadeza o que havia no coração deles.

Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai inclusivamente na participação maciça nos vários social network. Os crentes, testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e nos estimula a comunicar com integridade e honestidade.

Convido sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.


Vaticano, Festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2011.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

INTERCEDER É “QUERER O QUERER DE DEUS”, DIZ PAPA

Apresenta Moisés como prefiguração da intercessão de Cristo na cruz


ROMA, quarta-feira, 1º de junho de 2011 (ZENIT.org) – Orar é amar o que Deus ama. E quem intercede, “desejando o desejo de Deus, entra sempre mais profundamente no conhecimento do Senhor e da sua misericórdia e se torna capaz de um amor que chega até o dom total de si mesmo”.
Esta foi a meditação que o Papa compartilhou na audiência geral de hoje, acerca da oração, desta vez falando sobre a passagem do Livro do Êxodo em que o povo de Israel trai o Deus que o livrou do Egito, construindo um bezerro de ouro para adorar.
Com a ameaça do castigo, explicou o Papa, Deus leva Moisés a interceder pelos israelitas, para poder perdoá-lo e, assim, levar a cumprimento a obra de salvação e manifestar sua verdadeira realidade aos homens.
“A oração de intercessão torna operativa, dessa maneira, a misericórdia divina, que encontra sua voz na súplica de quem reza e se torna presente através dele onde há necessidade de salvação.”
A salvação de Deus envolve misericórdia, afirmou o Papa, mas “sempre denuncia a verdade do pecado, do mal que existe, para que, assim, o pecador, reconhecendo e rejeitando o próprio mal, possa se deixar perdoar e transformar por Deus”.
A intercessão de Moisés “não desculpa o pecado do seu povo, não enumera supostos méritos nem do povo nem seus, mas apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente amor, que não cessa de buscar quem se afasta, que permanece sempre fiel a si mesmo e que oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e converter-se, com o perdão, em justo e capaz de ser fiel”.
Em resumo, Moisés pede a Deus “que se mostre mais forte que o pecado e que a morte e, com sua oração, provoca esta revelação divina”.
Doação de si mesmo
Em referência à expressão que Moisés utiliza para interceder pelo povo - "Mas agora perdoa-lhes o pecado; senão, risca-me do livro que escreveste" -, o Santo Padre explicou que nela “os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que, no alto da cruz, realmente está diante de Deus, não só como amigo, mas como Filho”.
Jesus, na cruz, não só se oferece – “risca-me” -, mas, “com seu coração atravessado, faz-se ‘riscar’”; “sua intercessão não é só solidariedade, mas se identifica conosco; Ele nos carrega em seu corpo. E assim, toda a existência do homem e do Filho é o grito ao coração de Deus, é perdão, mas um perdão que transforma e renova”.
Por isso, o Pontífice convidou os presentes a acreditarem que “Cristo está diante do rosto de Deus e reza por mim. Sua oração na cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, identificou-se comigo, tomando nosso corpo e a alma humana”.
“Do alto cume da cruz, Ele não trouxe novas leis, tábuas de pedra, mas trouxe a si mesmo, seu corpo e seu sangue, como nova aliança. Assim, torna-nos consanguíneos a Ele, um corpo com Ele, identificados com Ele.”
Jesus nos convida “a entrar nessa identificação, a estar unidos a Ele em nosso desejo de ser um corpo, um espírito com Ele. Oremos ao Senhor para que esta identificação nos transforme, nos renove, porque o perdão é renovação e transformação”.

Fonte: http://www.zenit.org/article-28114?l=portuguese (Acesso 01/06/2011 às 22h55)

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