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terça-feira, 16 de outubro de 2012

UM ESTILO CRISTÃO DE PRESENÇA NO MUNDO DIGITAL


Enormes oportunidades nas novas mídias para expandir as fronteiras da evangelização


Padre Marco Tasca
VATICANO, segunda-feira, 15 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Apresentamos abaixo a intervenção do pe. Marco Tasca, ministro geral da Ordem Franciscana dos Frades Menores Conventuais, na Nona Congregação Geral do Sínodo dos Bispos, em 13 de outubro de 2012.
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Como sexto cenário a ser lido e decifrado neste Sínodo, depois dos cenários cultural, migratório, econômico, político, científico e tecnológico, os números 59 a 62 do instrurnentum laboris nos indicam o cenário da comunicação.
Aqui nós não apenas temos que observar a difusão massiva dos meios de comunicação, mas o fato de que hoje vivemos numa verdadeira cultura das mídias de massa.
Hoje, a maioria dos homens e das mulheres organizam a sua vida profissional e emocional, recreativa e relacional com base nos meios de comunicação, especialmente a internet e os smartphones. A mídia constitui, sem dúvida, uma grande oportunidade.
“Nos meios de comunicação”, escreve o beato João Paulo II, “a Igreja encontra um apoio precioso para difundir o Evangelho. Ela os emprega de bom grado para fornecer informações sobre si mesma e para expandir os limites da evangelização, da catequese e da formação, considerando a sua utilização como uma resposta ao mandamento do Senhor: ‘Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura’ (Mc 16, 15)" (Carta Apostólica de24 de janeiro de 2005, núm. 7).
É uma questão de descobrir que "existe um estilo cristão de presença no mundo digital" (Mensagem do Santo Padre Bento XVI para a XLV Jornada Mundial das Comunicações Sociais: Verdade, Anúncio e Autenticidade de Vida na Era Digital, 24 de janeiro de 2011), que hoje deve ser cada vez mais caracterizada como uma proposta de perfil de identidade (inclusive digital), coerente e acolhedor.
A nova evangelização é uma questão de novas relações, a partir das quais é possível transmitir o anúncio explícito de Jesus Cristo como o salvador único e universal. Se a mídia é, por definição, massiva, então a perspectiva cristã que deve operar na mídia tem que levar ao entendimento da pessoa na sua singularidade, no seu ser destinatário da revelação de Deus. Assim, nós temos que desfrutar das muitas oportunidades que as novas fronteiras do cenário comunicativo nos oferecem.
[Trad.ZENIT]
Fonte: http://www.zenit.org/article-31537?l=portuguese (Acesso 16/10/2012 as 10h02)

OS JOVENS SÃO OS "NOVOS AGENTES" DA EVANGELIZAÇÃO

Foto do Arquivo de MEJ São Francisco

No Sínodo, o bispo auxiliar de Brasília pede para considerar os novos areópagos: educação, mídia, internet, arte

Por Mons. Leonardo Ulrich Steiner, O.F.M.
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos a seguir a intervenção de S. E. R. Mons. Leonardo Ulrich Steiner, O.F.M., Bispo titular de Tisiduo e Auxiliar de Brasília, na décima Congregação Ordinária do Sínodo dos Bispos (13 de Outubro 2012).
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Gostaria de fazer referência aos sujeitos da transmissão da fé. A Lumen Gentium afirma que "Por sua vocação é próprio dos leigos buscar o reino de Deus tratando as coisas temporais e ordenando-as segundo Deus. [...] eles são chamados por Deus para contribuir, a partir de dentro, como fermento, da santificação do mundo exercitando o próprio trabalho sob a orientação do espírito evangélico, e desta forma manifestar Cristo aos outros principalmente com o testemunho da sua própria vida e com o resplandor da sua fé, da sua esperança e caridade” (LG 31).
A Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi recorda que "os leigos podem também sentir-se chamados ou ser chamados a colaborar com os seus Pastores no serviço da comunidade eclesial, para o crescimento e vitalidade da mesma, exercitando ministérios muito diferentes, segundo a graça e os carismas que o Senhor lhes dispensar" (n. 73).
A Exortação Apostólica Christifideles laici é tomada na Conferência dos Bispos da América Latina em Santo Domingo, ao propor: "Que todos os leigos sejam protagonistas da nova evangelização, da promoção humana e da cultura cristã. É necessário a constante promoção do laicado, livre de todo clericalismo e sem redução ao intra-eclesial. Que os batizados não evangelizados sejam os principais destinatários da nova evangelização. Essa será efetivamente realizada se os leigos, conscientes do seu batismo, responderem ao chamado de Cristo de se converterem em protagonistas da nova evangelização” (n º 97).
A nova evangelização deveria levar em consideração como “novos agentes” da evangelização os jovens: jovens que evangelizam jovens. Prepará-los para a catequese, por meio da participação na vida da Comunidade da fé e das experiências missionárias para poder obrar na Comunidade e na sociedade. Considerar os novos areópagos dos mesmos jovens como o mundo da educação, da mídia, da internet, da arte e outros. Espaços essenciais para a nova evangelização.
[Trad.TS]

Fonte: http://www.zenit.org/article-31532?l=portuguese (Acesso 16/10/2012 às 09h54)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

OS MOVIMENTOS: UM VERDADEIRO DOM DE DEUS



Por Zenit.org

Cardeal Stanislaw Rylko: "não extinguir os carismas, mesmo se inconvenientes"
VATICANO, terça-feira, 9 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Reproduzimos abaixo a intervenção do cardeal Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, feita na tarde de ontem durante a segunda Congregação Geral do Sínodo dos Bispos.
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No número 115 do instrumentum laboris, lemos que "o florescimento, ao longo das últimas décadas, muitas vezes gratuito e carismático, de grupos e movimentos engajados com prioridade na proclamação do Evangelho é outro dom da Providência para a Igreja".
O magistério dos últimos papas reiterou em muitas circunstâncias esta natureza providencial da "nova era de integração dos fiéis leigos", destacando a sua estreita relação com o "novo Pentecostes" do concílio Vaticano II.
Em particular, o beato João Paulo II fez sempre questão de destacar o dinamismo missionário dos movimentos e das novas comunidades, que "representam um verdadeiro dom de Deus para a nova evangelização e para a atividade missionária propriamente dita. Por isso, recomendamos difundi-los e usá-los para dar novo vigor, especialmente entre os jovens, para a vida cristã e para a evangelização, dentro de uma visão pluralista dos modos de se associar e de se expressar".
O papa Bento XVI, por sua vez, ressalta que "o instrumento providencial para um renovado impulso missionário são os movimentos eclesiais e as novas comunidades; acolham-nas e promovam-nas dentro das suas dioceses". Em outra ocasião, ele encorajou os bispos a receber os movimentos e novas comunidades "com grande amor".
Infelizmente, os movimentos e as novas comunidades ainda são um recurso que não é totalmente valorizado na Igreja, um dom do Espírito e um tesouro de graças que ainda estão escondidas aos olhos de muitos pastores, talvez intimidados pela novidade que eles trazem para a vida da diocese e das paróquias.
O Santo Padre está bem ciente desta dificuldade; é por isto que ele exorta os pastores a "não extinguirem os carismas, a serem gratos a eles, mesmo que eles sejam incômodos". É necessária, portanto, uma "conversão pastoral" dos bispos e dos padres, que são chamados a reconhecer que os movimentos são essencialmente um dom precioso e não um problema.
O zelo missionário das novas realidades não vem de um entusiasmo emocional e superficial, mas resulta de experiências muito sérias e exigentes de formação dos fiéis leigos na fé madura, capaz de responder adequadamente aos desafios da secularização. A novidade da sua ação, portanto, não está nos seus métodos, mas na capacidade de reafirmar a centralidade de Deus na vida dos cristãos, uma questão fundamental nos ensinamentos do Santo Padre Bento XVI.
Mesmo para a nova evangelização, vale o velho ditado escolástico: "operari sequitur esse", porque as nossas ações sempre expressam o que somos. A evangelização não é só uma questão de know-how, mas é, principalmente, uma questão de "ser", isto é, de ser cristãos verdadeiros e autênticos.
Os métodos de evangelização que os movimentos e as novas comunidades adotam são aparentemente muito diferentes, muito variados, mas todos se relacionam com as "três leis da nova evangelização", que o então cardeal Ratzinger formulou para catequistas e professores de religião por ocasião do Jubileu do ano 2000.
Primeiro, a "lei da expropriação", ou seja, o não falar em nome próprio, mas em nome da Igreja, mantendo claro que "a evangelização não é apenas um modo de falar, mas um modo de viver": é a clara consciência de que pertencemos a Cristo e ao Seu Corpo, a Igreja, que transcende o eu.
A segunda é a "lei da semente de mostarda", que é a coragem de evangelizar com paciência e com perseverança, sem esperar resultados imediatos, e sempre lembrando que a lei dos grandes números não é a lei do Evangelho. É uma atitude que podemos reconhecer, por exemplo, no trabalho de evangelização realizado por movimentos e novas comunidades nas regiões mais secularizadas da terra.
A terceira "lei" é a do grão de trigo, que deve morrer para dar a vida, que deve aceitar a lógica da cruz. Nessas leis, reside o maior segredo da eficácia dos esforços de evangelização da Igreja em todos os tempos.
(Trad.ZENIT)

Fonte: http://www.zenit.org/article-31491?l=portuguese (Acesso 10/10/2012 às 13h29)

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