Apresentação MEJ Brasil - 1º Congresso Mundial do MEJ - 2012

Hino do Congresso Internacional do MEJ 2012 Argentina - Escute aqui!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Interação MEJ: SP - Rio Preto

por Rosangela Molina

Salve MEJ!

Em junho de 2010, no Encontro Nacional do AO e MEJ em Aparecida do Norte, tivémos o prazer de conhecer alguns membros do núcleo do MEJ de São José do Rio Preto interior do estado de São Paulo, núcleo bem conhecido e falado em SP pela diversidade de atividades que realizam com MEJ. Desde então surgiu o convite para uma visita à cidade.

No último fim de semana (7-9/jan), cumprindo a promessa de que iria, fui até Rio Preto ver de perto este trabalho.

Encontrei lá um grupo de jovens prá lá de animados, de uma alegria contagiante e muita hospitalidade.



Tive a oportunidade de conhecer de perto os trabalhos que o MEJ Rio Preto realiza e fiquei muito feliz com o que vi e vivênciei nestes dois dias.

Sob a direção espiritual de Nilton e Sônia e a coordenação de Alaor (coordenação esta que está sendo ampliada com a reorganização do núcleo), o grupo me pareceu bastante unido e comprometido com os objetivos do Movimento. Além dos encontros dominicais do núcleo eles criaram subgrupos e usam a arte para evangelizar os jovens e demais pessoas da comunidade. Estão sempre envolvidos nas atividades da Capela do bairro (capela está que tranquilamente tem estrutura de paróquia!), na paróquia e ainda desenvolve agora, um projeto de interação jovem, levando através do teatro, a possibilidade da juventude parar e refletir sobre seu compromisso na missão que Deus confiou a cada um de nós.

Os subgrupos estão organizados da seguinte maneira:

Companhia Teatral Art Sagrada
Cia Dançart
Ministério Canto Sagrado
Jornal Pergaminho
Anjos de Resgate
Irmandade Esportiva MEJ

De acordo com sua área de interesse, após iniciar sua caminhada no Movimento, os jovens vão ingressando nos subgrupos.

Participei dos ensaios do grupo de teatro e de canto que se preparavam para as festividades de sua padroeira - Nossa Senhora dos Pobres- realizada agora no dia 15/01. Com muita sensibilidade eles conseguem transmitir mensagens de fé e esperança (fiquei emocionada assistindo apenas o ensaio, fico imaginando como foi bonito a apresentação na festa).

Além dos ensaios, também fui conferi se haviam craques no futebol no grupo, assisti uma partida do time do MEJ. Gostei do que vi (viu meninos), apesar de não entender bem de Futebol, gostei muito do jogo!!!

Vários momentos foram proporcinados durante minha curta estadia em Rio Preto, mas tenho que dar destaque para dois deles. Foi com muita honra que participei da primeira reunião deste ano da Diretoria no núcleo e da primeira reunião do grupo, também.

Aproveitamos este momento para uma verdadeira troca de experiências e vivências dentro do MEJ. As reuniõs com os jovens acontecem aos domingos após a missa das 18:30h e impressiona a quantidade de jovens participantes do núcleo de Rio Preto. Segundo informações, cerca de 60 jovens compõem o grupo, mas como eles estavam de férias, participaram da missa e da reunião mais de 30 deles.

Dentro deste núcleo eles possuem grupos do Fogo Novo e Gente Nova, só não há o grupo semente pois a estrutura de catequese da Diocese local não permite ainda!

O grupo está passando por algumas mudanças, que ao meu ver, serão de tamanha importância para o crescimento e fortalecimento destes jovens dentro do Movimento.

Durante a reunião da noite, algo me deixou especialmente feliz e deve ser compartilhar aqui para servir de exemplo aos outros núcleos do nosso movimento. com um trabalho aparentemente discreto comparado aos demais subgrupos, o subgrupo Anjos de Resgate realiza um trabalho de trazer ao Movimento jovens que estavam afastados ou que ainda não participam de movimentos juvenis e nesta noite que estive com eles, 3 jovens foram trazidos por estes "anjos". (Belo trabalho, meninos! Belo trabalho!)

Conversei bastante com vários jovens do MEJ de Rio Preto e fica difícil relatar tudo aqui.

Tenho certeza que temos muito o que conversar ainda e muito à contribuir para o crescimento do MEJ em São Paulo e em todo Brasil.

Trago de Rio Preto a melhor impressão possível!

Agradeço de todo coração o carinho, a atenção, hospitalidade e generosidade de todos!

Não vou citar nomes aqui para não correr o risco de esquecer de alguém!
Porém não posso deixar de agradecer, de modo muito especial e particular, ao Johnny e toda sua família que me acolheram com todo carinho e atenção; também a todos os meninos que me fizeram companhia no city tour realizado em Rio Preto e em todos os lugares que passei.

Aguardo a visita de vocês em São Paulo, agora!

Valeu Rio Preto!
Deus abençoe e derrame suas bençãos sobre cada um de vocês!
Coragem na missão assumida e levem sempre adiante a experiência de sentir esse amor tão generoso, derramado do Sagrado Coração de Jesus em nossas vidas! Contagiem a juventude de Rio Preto e arredores com essa alegria!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A voz do nosso pároco

Festa do Batismo do Senhor – Ano A - 9 de janeiro de 2011.
Textos: Is 42, 1-4.6-7; Salmo 28; At 10, 34-38; Mt 3, 13-17


Irmãos: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Festejar o Batismo do Senhor é recordar o significado especial que esse sacramento tem na vida humana. O batismo nos insere na vida da fé; ele nos dá uma vida espiritual. A vida biológica nós recebemos de um homem e de uma mulher, mas, a vida espiritual nós a recebemos de Deus, o Pai Criador, no seu Filho Jesus Cristo. Pelo Batismo há um chamado de Deus para ser discípulo e missionário de Jesus Cristo. Discípulo e missionário de Jesus é aquele que o encontrou pessoalmente na lida do dia-a-dia, na história pessoal e social. Assim, na comunidade formada de membros batizados, todos os seus membros possuem uma única missão e mesmo objetivo: defender e alimentar a fé cristã na Igreja e no mundo.

O profeta Isaías nos dizia domingo passado de que o fiel perseverante tem de agir no mundo como profeta. O profeta vê o Cristo – a Luz - que o mundo não consegue ver. «Chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor» (v. 1 de Is 60). Por isso, a primeira leitura da Sagrada Escritura de hoje nos remete ao Isaías dos tempos do exílio, período de terrível e grande sofrimento espiritual do povo hebreu. O fiel verdadeiro traz em si a certeza do chamado de Deus. «Eis o meu servo — eu o recebo; eis o meu eleito — nele se compraz minh'alma; pus meu espírito sobre ele» (v. 1). O fiel verdadeiro tem consciência e razão, mas, movidas pelo Espírito de Deus. O Espírito de Deus sempre esteve presente em toda a ação de Deus, descreve o livro do Gênesis. Mas, o pecado original trouxe uma confusão e uma desorientação no mundo. Isaías ao dizer que Deus pôs sobre nós o Espírito dele está querendo dizer que em nós já há a semente do julgamento final. Os evangelistas viram nessa passagem profética a pessoa deles próprios e a de Jesus. Através de um poema chamado «Cântico do Servo Sofredor» que vai aparecendo no conjunto de sua obra, o profeta Isaías nos dá pistas da identidade do Servo Fiel, o Cristo Messias e de seus seguidores. Poderíamos sintetizar essa identidade em três aspectos fundamentais que determinam o agir cristão que se originam na vinda do Espírito Santo sobre nós. Com eles também podemos observar e separar o joio do trigo na confusão e desorientação promovidas pelo pecado. O primeiro aspecto é a realeza. «Ele promoverá o julgamento das nações» (v. 1b). O cristão autêntico é defensor dos direitos da pessoa humana, sobretudo dos mais fracos e pobres, em qualquer cenário político e econômico. Sempre bom lembrar: quando se fala em «pessoa humana», quer-se verdadeiramente dizer «ser vivo e humano». O segundo aspecto é o sacerdócio. Para realizar a sua missão o fiel verdadeiro precisa de um método e de uma pedagogia de como fazer uma realidade espiritual ser visível aos olhos de todos. O profeta Isaías nos fala que Deus utiliza o método e a pedagogia sacerdotal; o sacerdote é um homem chamado por Deus para ser aquele que no lugar de todos os seres humanos apresenta e oferece a Deus as ofertas humanas. Deus instituiu um sacerdócio profético no Antigo Testamento começando por Moisés. Toda a comunidade pode falar o que quiser com Deus; mas, o que o sacerdote falar e não só falar, apresentar as ofertas a Deus este o ouvirá e agirá segundo o seu tempo e a sua vontade. «Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo» (v. 6). O sacerdote sofre em sua humanidade porque ela é igual à de todos os seres humanos. Esse sofrimento cresce na medida em que em sua vida ele vai conhecendo e experimentando a divindade que vem de Deus. Ele tende num primeiro momento a negar a sua humanidade, mas, depois com a intimidade maior com Deus ele vai descobrindo que ele não precisa destruir sua humanidade, mas, ver na divindade de Deus a sua própria humanidade. «Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade» (v. 2-3). E o terceiro e último aspecto: a profecia. Esse aspecto é o resultado e o processo conflitivo vivido dos dois aspectos anteriores, rei-sacerdote. «Os fiéis leigos são ´os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Eles realizam segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo´. São ´homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja´» (n. 209, do DA).

(texto: Pe Devair Carlos Poletto - 9/1/2011)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

MEJ São Francisco apóia abertura de núcleo do MEJ na Paróquia Santa Cecília

Por Rosangela Molina

Nesta quinta-feira, 6 de janeiro, Everson e Rosangela - representantes do MEJ São Francisco e da Coordenação Nacional do Movimento Eucarístico Jovem, estiveram reunidos com as Srasna Paróquia Santa Cecília (Arquidiocese de São Paulo), atendendo pedido da Sra. Satut - Presidente do Apostolado da Oração na paróquia Santa Cecília que se organizam para abrir um núcleo do MEJ.

O Apostolado da Oração existe nesta paróquia há 115 anos, foi o primeiro Movimento que se formou ali. Em 1945 eles comemoraram o jubileu de ouro, como está registrado em uma placa comemorativa na capela do Ssmo, que conta ainda com uma bela imagem do Sagrado Coração de Jesus acima do tabernáculo, um lindo espaço - assim como toda a igreja.

Agora, preocupados em unir os jovens da paróquia e de seus arredores, o AO está iniciando seus trabalhos para a abertura de um núcleo do MEJ.

Nós fomos até lá para compartilhar um pouco do que sabemos e do que já vivenciamos nestes 6 anos de caminhada no Movimento.

Com base na apresentação preparada pelo Everson para explicar um pouco do MEJ e sua proposta para os jovens, uma longa e prazerosa conversa foi desencadeada: muitas dúvidas, curiosidades, ansiedade e alegria em começar efetivamente a organização do Movimento na Paróquia.

Esperamos ter colaborado um pouco com vocês.

Saimos da reunião com a certeza de que tudo vai dar certo e que em breve teremos mais um animado núcleo do MEJ na cidade.

Esse empenho e apoio do Apostolado em relação ao MEJ, nos deixa muito felizes!

Conte conosco no que precisarem!

Deus abençoe vocês - Sílvia, Selma, Maria Izabel e Satut, pela iniciativa!



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MEJ São Francisco inicia programação de férias!

Por Rosangela Molina
Fala galera do bem!

Pra quem acha que estar de férias no MEJ é sinônimo de ficar em casa, descansar, encher a paciência dos pais o tempo todo ou ficar no sofá em dia de chuva, está muito enganado!

Nosso grupo iniciou está semana sua programação de férias!

No último encontro do ano os jovens mejistas deixaram diversas sugestões de passeios e outras atividades a serem realizadas neste mês de janeiro!

Realizamos nesta terça-feira a primeira atividade cultural, que foi pra lá de animada!
Visitamos o Museu da Língua Portuguesa, localizado na Estação da Luz - cartão postal da cidade de São Paulo. O caminho todo até chegar no museu é uma festa! Estarmos juntos é uma grande festa!
Participamos da apresentação no auditório sobre a nossa língua materna, em seguida um "sarau digital" (se assim podemos chamar) - um espaço onde as poesias são narradas, acompanhadas de diferentes efeitos digitais, um verdadeiro espetáculo!

Visitamos o acervo permanente do Museu, onde interatividade é a palavra-chave do local! Um espaço com diferentes recursos multimídias, que ensinam a Lingua Portuguesa - sua origem, evolução, etimologia das palavras entre tantas outras coisas - da forma tão prazerosa e dinâmica, que essa moçada jamais poderia prever.

Por fim, visitamos o espaço de exposições itinerantes, que conta hoje com a vida e obra de Fernando Pessoa! Nesse espaço o autor é apresentado de maneira surpreendente; diferentes ambientes são criados para apresentar seus diferentes personagens, ou seriam pseudonimos!? Muito bom!
Antes de voltarmos para casa, na Estação da Luz, apreciamos uma bela apresentação do João Paulo que tirou aplausos das pessoas que por lá passaram e puderam, assim como nós, vê-lo e ouvi-lo tocando no piano da estação.
Um piano fica disponível, em meio ao saguão da Estação, para quem souber e quiser tocá-lo, parar por algum instante e dedilhar uma boa música!

Dica Cultural do MEJ:
Você ainda não conhece? Vale a pena conferir as atrações do Museu da Língua Portuguesa!
Caso já tenha ido, vá novamente. As exposições temporárias sempre nos surpreendem!

Confira algumas fotos desta atividade!





Mais fotos na nossa página no orkut.

MEJ recebe visitas neste início de ano

Este início de ano está bem movimento para o núcleo do MEJ da Paróquia São Francisco de Assis.


Visando a integração dos movimentos juvenis, recebemos a visita do Coordenador Nacional da CVX - Comunidade Vida Cristã - Rodrigo Valentim (Rio de Janeiro) e o Coordenador da Região Sudeste do Ministério Jovem da RCC - Odilon da Silva (Espírito Santo).


Foi um momento muito importante e também de muita alegria para nós do Movimento Eucarístico Jovem. Esperamos por mais momentos como estes de entrozamento e amizade.


Unidos em Cristo, queremos também, unir forças pela juventude!


O MEJ agradece a visita e deseja sucesso e muitas bençãos de Deus na caminhada de vocês junto aos respectivos Movimentos!


Odilon (Ministério Jovem - RCC), Rosangela (MEJ), Rodrigo(CVX) e Everson (MEJ)

A voz do nosso pároco

Epifania do Senhor – Ano A – 2 de janeiro de 2011.
Textos:Is 60,1-6; Salmo 71; Ef 3,2-3-a.5-6; Mt 2, 1-12


Irmãos e irmãs:
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Vamos precisar de ânimo e coragem para enfrentar o ano civil de 2011 que se inicia. Temos que reacender o espírito que vem das palavras e dos profetas no mundo e na vida em comunidade; esse ânimo e coragem devem ser um sinal do Evangelho, a Boa-Notícia. «Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor» (v. 1) como nos convida o profeta Isaías na primeira leitura.

A seguir, o profeta no mais autêntico espírito de profecia, clareia o nosso olhar em relação ao mundo em que vivemos. «Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos» (v. 2-a). Nós como Igreja – o Povo de Deus – em movimento, não podemos ignorar a realidade. «Lança um olhar em volta e observa» (v. 4-a), nos diz a Palavra profética de Deus. «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?» (cf. Mt 2, 2), descreve Mateus anunciando como Boa-Notícia em seu Evangelho e narrando os momentos mais importantes da infância de Jesus.

Dom Pedro Casaldáliga, Bispo-pastor e profeta do Araguaia, nos recordam em seu poema: «As estrelas só se enxergam de noite». Membros da Igreja que somos em seus mais variados níveis e carismas – discípulos e missionários do Senhor Ressuscitado – com alegria e lucidez estamos em marcha com o povo que é o Caminho.

O profeta nos empurra para um olhar mais nítido da natureza humana e Deus nos convida para que lancemos nossos olhares para Ele. «As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!» (cf. Antífona do Salmo), nos relembra Davi em momento profundo de oração. Simplicidade e humildade deve ser sempre a marca do verdadeiro seguidor de Cristo. O poder humano – político e social – também deseja se reencontrar com o Menino deitado em sua manjedoura. Entretanto, revela-nos a Palavra de Deus que esses poderes não foram e não são capazes de ver a realidade, pois se embriagam pela insensatez e por suposto poder. «Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei» (v. 4), buscavam uma resposta não para o sentido da vida, mas, para acumular sempre mais poder. Os donos do poder sabem; olha para a vida humana e a Vida em Deus como obstáculo, uma espécie de transtorno. Os donos do poder revela-nos o Evangelho não conseguiram «pegá-Lo» - como lembra-nos de uma maneira muito simples, a escritora Clarice Lispector em seu livro «A Hora da Estrela». Então, assim como os «donos do poder», os pobres pastores e os três reis rejeitados pela cultura de seu tempo, tiveram as verdadeiras atitudes. O Evangelho é sempre revelado aos simples de coração, por isso – destaca o Evangelho – pastores e reis tinham uma certeza e uma convicção no coração e na inteligência. Eles sabiam. Esta Luz incide na sua própria casa e no Tempo vivido pelo povo. Eles estavam no coração da Luz. E aqui estão às palavras certas no livro do profeta Miquéias: «E tu Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, pois, de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo» (v. 6).


Irmãos e irmãs:


Glória seja dada a Deus nosso Pai, pois Ele nos reuniu aqui para celebrar a Esperança e trazer à Mesa Eucarística as lutas de cada dia. Aumente Senhor nosso desejo de continuar compromissados, fiéis ao Teu Evangelho que nos anima e encoraja firmado em nossa caminhada. Deus – em sua bondade e misericórdia – aceite o nosso esforço; contamos sempre com a Tua Graça e com a Tua força. Ajudai-nos a manter acesa a luz da fé cristã e católica – ao longo do ano civil que se inicia; essa mesma fé – revelada em palavras e atos inunde nosso coração e inteligência.

(Texto: Pe Devair Carlos Poletto - 2/1/2011)

A voz do nosso pároco

Para todos que apreciam os textos do nosso pároco, aproveitem para relembrar suas reflexões realizadas ao longo de 2010; eles estão arquivados por mês, na pasta 2010 na barra lateral do nosso blog.

Devido o período de festas, ficamos devendo o texto da missa da Sagrada Família e da Epifânia do Senhor, que a partir de agora, também estão disponíveis à todos vocês.

Boa leitura!
Um abraço,
Rosangela Molina.


A Sagrada Família – Ano A – 26 de dezembro de 2010.
Textos:Eclo 3, 3-7.14-17-a (na versão da Bíblia em grego: 3,2-6.12-14); Salmo 127; Cl 3, 12-21; Mt 2,13-15.19-23.


Amados irmãos e irmãs!
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


O Espírito Santo de Deus pairava sobre a natureza criada. O ser humano - inspirado pelo sopro vital do Criador - começou adquirir inteligência, pois o seus 5 sentidos começaram a ser desenvolvidos, para compreender e aprender que a «Vida», fruto do sopro, é o bem e o maior patrimônio para si mesmo e para todas as suas relações com tudo o que o cercava. A cena mítica e profundamente simbólica do Paraíso nos inspira a compreender os tempos de hoje. O homem começa a desenvolver a ciência, mas uma ciência fruto do ato criador do Pai. O homem contemporâneo – iludido em si mesmo – deseja a sua divindade própria.

A harmonia essencial e profunda entre o homem e a natureza criada fez com que, pela primeira vez, Deus sentisse felicidade. «E Deus viu que tudo era bom» (Gn 1,18). A felicidade de Deus causou forte impacto no homem; não bastava viver em harmonia. O homem começa a sentir desejos, manifestados por seus atos e com o seu comportamento. O homem pensa e começa a refletir e chega à conclusão de que ele – para Deus – é igual a todas as obras criadas. Surge o sentimento no homem do «ciúme», visto a sua alegria em relação às demais. O ciúme o motiva a pensar que ele não é mais um ser vivo, mas uma «pessoa». O homem não sabe, mas no coração de Deus ele – o homem – é o ser vivo mais lindo e perfeito. Movido pelo sentimento de ciúmes o homem começa a mudar seu comportamento; o que antes lhe parecia um paraíso passa a ter outro olhar. Começa ali uma espécie de «cegueira parcial» que o leva a dissociar-se de Deus e dele próprio. A unidade essencial entre a natureza e a pessoa perde o seu significado. O estadista e teólogo romano Boécio, no século 5º a.C., dizia que «a pessoa é uma substância individual de natureza racional». A observação filosófica permanece atual até hoje. Entende-se, então, que não se deve temer que esta expressão constitua uma espécie de «diminuição» da dignidade humana. Não se trata de reduzir nosso ser à única dimensão orgânica da nossa pessoa, mas de integrar e respeitar a totalidade daquilo que somos.

Vivendo ainda o espírito celebrativo do Natal do Senhor, Deus nos convida a incluir nessa celebração uma meditação sobre a família. Por isso, na primeira leitura do livro do Eclesiástico, o autor traduz e elabora uma catequese sobre o significado do mandamento de Deus contido no livro do Êxodo 20,12: «Honrar pai e mãe». Praticar esse mandamento é trazer benefício para si próprio. Deus abençoa o filho que pratica esse mandamento. Assim como o pai e a mãe cometem também pecados, o filho que os perdoa terá também os seus próprios perdoados por Deus. «Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados; evita cometê-los e será ouvido na oração cotidiana» (v. 4).

A família humana é, portanto o lugar natural da nossa humanidade e o «berço da vida e do amor» (Cf. João Paulo II, CL, 40). A família constituída dentro da realização da vontade de Deus expresso em sua Palavra é, pois uma instituição humana, porém de natureza divina. A relação de justiça e amor entre os irmãos, o exercício da autoridade do pai e da mãe, a ajuda mútua que exercem entre si os membros de uma família, o acolhimento natural e a capacidade sem limites do perdão, constituem valores sagrados que os preparam para a vida em sociedade. É na família que experimentamos decisivos exercícios de paz.

Quando examinamos com a devida atenção a história das sociedades, sobretudo na Antiguidade, podemos perceber que poder do Estado, aquele que gerencia a sociedade, era exercido pelas famílias. Basta ver os grandes impérios tanto do ocidente quanto do oriente. O oriente até hoje preserva essa característica; algumas monarquias, como a da Inglaterra, por exemplo, sobrevive até hoje.

Foi somente na metade do século 18, com o movimento intelectual e filosófico chamado «iluminismo», sobretudo da França e da Alemanha que se foram constituindo Estados que eles consideravam livres. John Locke, Voltaire, Rousseau, Montesquieu, Adam Smith são os representantes mais significativos desse pensamento. Na natureza iluminista Deus e religião devem ser banidos. Mas, o pensamento iluminista fracassou logo nos primeiros cem anos. Já no século 19 notamos a impossibilidade de se constituir Estados livres de toda e qualquer ideologia. O povo sofre até hoje consequências pelo desenvolvimento e força desse pensamento filosófico.

A Igreja reconhece o os direitos da pessoa, ainda que expressos como «direitos do indivíduo» observando que mesmo esses possuem um «caráter social fundamental» (cf. Conselho Pontifício da Família, «Carta dos direitos da família», Preâmbulo).

Na segunda leitura, Paulo lembra que é na família o lugar para se cultivar os bons costumes e as relações básicas para a vida em sociedade. «Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convêm no Senhor. «Maridos amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas. Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem (v. 18-21). Paulo lembra que a família nasce do «sim» responsável e definitivo de um homem e de uma mulher e vive do «sim» consciente dos filhos que pouco a pouco entram a fazer parte dela. Para prosperar, a comunidade familiar tem necessidade do consenso generoso de todos os seus membros. É preciso que esta consciência se torne convicção partilhada também por quantos são chamados a formar a família humana comum. É necessário saber dizer o «sim» pessoal a esta vocação que Deus inscreveu na nossa própria natureza. Não vivemos uns ao lado dos outros por acaso; estamos percorrendo todos um mesmo caminho como homens e por isso como irmãos e irmãs. Desta forma, é essencial que cada um se empenhe por viver a própria vida em atitude de responsabilidade diante de Deus, reconhecendo n'Ele a fonte originária da existência própria e alheia. É subindo até este Princípio supremo que se pode perceber o valor incondicional de todo o ser humano, colocando as premissas para a edificação duma humanidade pacificada. Sem este Fundamento transcendente, a sociedade é apenas uma agregação de vizinhos, e não uma comunidade de irmãs e irmãos chamados a formar uma grande família.

O Evangelho de Mateus, capítulo 2, relata a fuga para o Egito. Os evangelhos apresentam os sofrimentos vividos pelo Menino Jesus e sua família, ainda no contexto celebrativo do Natal. Mateus dá destaque ao pai de Jesus, São José que deu a Jesus a descendência de Davi com haviam profetizado os profetas do Antigo Testamento. No evangelho de hoje São José continua a realizar a Palavra de Deus. De fato, ele é orientado pelo anjo do Senhor que lhe aparece em sonho ( cf. vv. 13.19; cf. 1,20; 2,22).

A fuga para o Egito e a caminhada que realizam de volta, após a morte de Herodes, reescreve o episódio do Êxodo. São José faz se cumprir a profecia de Oséias: «Do Egito chamei o meu filho» (Os 11,1). Como Moisés Jesus será aquele que oferecerá a libertação para seus fiéis seguidores. Eles retornam para Nazaré. «E foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: ´Ele será chamado Nazareno´» (v. 23). Jesus viverá grande parte da sua vida na Galiléia. É preciso compreender profundamente o que isso significa. A raiz da palavra «Nazaré» vem de «nazir», palavra hebraica que significa «consagrado». Mais do que contar um episódio triste da vida da Sagrada Família, Mateus deseja que compreendamos a identidade do Menino Jesus. É pela ação corajosa e de fé de S. José que podemos venerar e se encontrar com Deus.
(Texto - Pe Devair Carlos Poletto - 26/12/2010)

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